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sábado, 9 de julho de 2011

Janelas Azuis

Foto H.M.

Hoje me mandaste retratos da casa branca,
Que um dia disseste: eu tive e ainda queria ter!
Em meio à subida de pedras, na Serra que a esconde de olhos,
Uns indiferentes; os meus, desejosos, gostariam de ver.

Pensei no amor ao subir a alameda e jardins,
Que com janelas azuis sei que tu pintaste.
Sendo uma tinta do céu, uma cor do mar… refeito
Do que precisa ser Friburgo, ainda mais perfeito.



Vendo a casa sei que teu coração para lá costuma fugir.
Aqui irás me deixar em meu mundo triste, desejando ir…
A minha casa vazia, sem cor, me prende, enquanto a tua...
Bem, a tua é branca, tem meninas, e tem janelas azuis.


Ah! Isso sim eu vejo: mata em torno, quintal, vidraças…
A velha churrasqueira de brasa, que não mais se vê acesa.
 

A horta, a plantação, a passarinhada livre em graça… O quintal e tudo que nasce e que se quer à mesa.
Se fores para a casinha branca me leva a conhecer,
Pois não posso mais viver, em meu mundo escuro;
Se uma cor azul contorna o branco antigo muro ,
Exibe Friburgo e o que a tua alma não quer esquecer.
Valéria A. Cerqueira

Foto: H.M.